Corvos, comida e Harajuku
Eu sei que o Japão é bizarro. Mas tem momentos em que isso passa dos limites.
Para começar, os corvos. Eles estão em toda parte, são pretos, enormes, e gritam como se estivessem sempre prontos para avançar em vc e arrancar um naco do seu pescoço. É freqüente eu acordar com o barulho deles no ouvido. Dia desses, um menino daqui foi tomar banho e, quando voltou, tinha um corvão esperando atenciosamente na sacada da varanda. Se não tivesse fechado a janela a tempo, o bicho teria invadido o quarto e feito sabe se lá o quê. Dizem que é assim: bobeou, o corvo entrou. Às vezes, quando estou só eu e eles na rua, me sinto um pouco como nas terras do Scar depois do Mufasa morrer. Tenebroso.
As comidas também conseguem ser bem estranhas, às vezes. Em Shibuya tem um lugar chamado Food Show, que faz perfeito jus ao nome. Imagine várias barracas num supermercado de shopping vendendo coisas caras e esquisitas. Adicione à cena uma turba louca de japas comprando desesperadamente às 18h de uma sexta-feira. Foi isso que eu presenciei na semana passada, e eu queria ter lá comigo uma enciclopédia para saber o que eram aqueles coisos todos. Tinha uns legumes grandões com missô em volta, para a vendedora cortar os pedaços na hora da venda e colocar em bandejas para os clientes. Curry de língua de boi, nigirisushis de fubu (quem viu nos Simpsons?) e carne de baleia também estavam lá para esgotar toda a saliva da minha boca. Para não passar vontade, passei na parte de chocolate e escolhi bem grande. Tinha de vários países – Equador, Gana, Porto Rico e mais uns outros lá. Peguei um belga, numa embalagem superbonita, e paguei uns 5 reais. Ah, e um pedação de queijo gouda, esse por 8 reais. Em São Paulo, essa mesma compra ia dar por certo uns 25 reais.
Bizarro também é este homem cantando na rua, que a gente encontrou em Shinjuku, no sábado. Ele tá anunciando uma liquidação de óculos e afins.
E esse cruzamento em Shibuya, pelo qual eu passo quase sempre, está sempre desse jeito:
Estranho as well.
Por último, o muito freak – e legal demais – bairro de Harajuku. Lá é onde os jovens se encontram para comprar roupas, passear e desfilar suas criações estéticas. Eu comprei um cinto, uma blusa e uma camiseta, que são o início do meu projeto de me vestir como os japoneses. Depois de lá, fica um lugar incrível: na frente da faculdade de música de Tokyo, inúmeras bandas de rock ficam tentando mostrar seu talento no meio da calçada, num espaço de 500 m mais ou menos. Uma ao lado da outra toca músicas próprias, sem pedir um centavo. Eu encontrei uma bem legal, e o vídeo está aqui.
Para começar, os corvos. Eles estão em toda parte, são pretos, enormes, e gritam como se estivessem sempre prontos para avançar em vc e arrancar um naco do seu pescoço. É freqüente eu acordar com o barulho deles no ouvido. Dia desses, um menino daqui foi tomar banho e, quando voltou, tinha um corvão esperando atenciosamente na sacada da varanda. Se não tivesse fechado a janela a tempo, o bicho teria invadido o quarto e feito sabe se lá o quê. Dizem que é assim: bobeou, o corvo entrou. Às vezes, quando estou só eu e eles na rua, me sinto um pouco como nas terras do Scar depois do Mufasa morrer. Tenebroso.
As comidas também conseguem ser bem estranhas, às vezes. Em Shibuya tem um lugar chamado Food Show, que faz perfeito jus ao nome. Imagine várias barracas num supermercado de shopping vendendo coisas caras e esquisitas. Adicione à cena uma turba louca de japas comprando desesperadamente às 18h de uma sexta-feira. Foi isso que eu presenciei na semana passada, e eu queria ter lá comigo uma enciclopédia para saber o que eram aqueles coisos todos. Tinha uns legumes grandões com missô em volta, para a vendedora cortar os pedaços na hora da venda e colocar em bandejas para os clientes. Curry de língua de boi, nigirisushis de fubu (quem viu nos Simpsons?) e carne de baleia também estavam lá para esgotar toda a saliva da minha boca. Para não passar vontade, passei na parte de chocolate e escolhi bem grande. Tinha de vários países – Equador, Gana, Porto Rico e mais uns outros lá. Peguei um belga, numa embalagem superbonita, e paguei uns 5 reais. Ah, e um pedação de queijo gouda, esse por 8 reais. Em São Paulo, essa mesma compra ia dar por certo uns 25 reais.
Bizarro também é este homem cantando na rua, que a gente encontrou em Shinjuku, no sábado. Ele tá anunciando uma liquidação de óculos e afins.
E esse cruzamento em Shibuya, pelo qual eu passo quase sempre, está sempre desse jeito:
Estranho as well.
Por último, o muito freak – e legal demais – bairro de Harajuku. Lá é onde os jovens se encontram para comprar roupas, passear e desfilar suas criações estéticas. Eu comprei um cinto, uma blusa e uma camiseta, que são o início do meu projeto de me vestir como os japoneses. Depois de lá, fica um lugar incrível: na frente da faculdade de música de Tokyo, inúmeras bandas de rock ficam tentando mostrar seu talento no meio da calçada, num espaço de 500 m mais ou menos. Uma ao lado da outra toca músicas próprias, sem pedir um centavo. Eu encontrei uma bem legal, e o vídeo está aqui.

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