Onde tudo começa
Demorou, mas eu consegui um computador para escrever. Estou aqui no laboratório de informática da Toudai, a minha faculdade, pois no alojamento só dá pra utilizar o próprio equipamento. Como este é o primeiro post do blog, vou ter q ser mais detalhista com tudo...Até pra aproveitar q tdo mdo ainda se lembra de mim, né.
Vamos lá...
A viagem foi enorme, minhas pernas não cabiam direito naquelas poltronas malditas. Mas a comida da JAL é boa demais, tinha até sushi. E, na conexão em NY, eu resolvi comprar um muffin apenas para marcar território. Cara, era o maior muffin do mundo! Com certeza foi o momento mais marcante daquelas 25 horas - o susto q eu tomei qdo vi aquele negócio supersize.
Chegando aqui, tava uma chuva do kct. O céu tava de uma cor q eu nunca tinha visto antes, um marrom cor de terra puxado pro acinzentado. Apocaliptico, sim. À noite, um frio horrível, e as sakuras florescendo pela cidade toda. Para comprovar que este é mesmo o Japão.
O alojamento é meio velho, e o saguão parece o de um albergue, todo cheio de bagunça. Parece que é bem diferente do q fica ao lado, q mais parece um hotel. A vantagem é que nosso aluguel é bem mais barato, e não há problemas em receber visitas (embora as regras digam o contrário). O quarto é legal, do tamanho q eu precisava. A minicozinha é mini mesmo, um fogão de uma só boca, sem lugar para cortar as coisas. O banheiro é a coisa mais compacta q eu já vi: a pia é móvel e, para tomar, banho, vc tem q girá-la para esconder a privada e conseguir usar o chuveiro. Otimização máxima de espaço. Cabe uma pessoa exatamente, e, se minha barriga fosse um pouco maior, não teria espaço para eu ficar lá dentro.
Aos poucos, eu já estou comprando utensílios e arrumando as coisas. Tudo bem baratinho, claro. O que não significa q eu estou gastando pouco - Tokyo está mexendo profundamente com meus brios consumistas. Nunca vi nada parecido, essa quantidade sem noção de restaurantes, lojas e tudo da melhor qualidade em todo lugar. É como se a cidade toda fosse uma imensa Oscar Freire, mas com a msm quantidade de lojas q a 25 de março. Para piorar, o alojamento fica entre dois dos bairros mais conhecidos para compras e baladas - Shibuya e Shimokitazawa - e eu passo todos os dias por eles para chegar ao campus (eu moro num campus q não é o meu, infelizmente, Aí enfrento 45 min de trem todos os dias).
Ontem, por ex, rolou um negócio mto doido. O pessoal do lodge (o aloja) fez uma reunião para ir jantar fora. Daí, de repente, juntou gente do mundo todo, de todos os continentes, numa mesa de um restaurante literalmente underground (era subterrâneo, msm) com comidas esquizofrênicas, q juntavam ingredientes mexicanos, indianos e mongolianos num msm prato. E, do meu lado, sentou o inglês mais bonito do mundo, q estuda naves espaciais e me deu a pior dica q alguém poderia ter me passado: "entre nos lugares mais estranhos e escondidos, especialmente restaurantes, para descobrir q Tokyo é um lugar único". Ah, meu dinheiro...
Brasileiros não faltam por aqui. Só no alojamento, somos em 6. Tem 3 no msm departamento q eu, dois deles chegando agora comigo. Eles têm sido a minha salvação, porque parece q tdos se esqueceram de q eu não falo japonês - na faculdade, todas as orientações foram em japonês, e não há uma palavra em inglês nas instruções. Meu professor orientador sumiu do mapa, e eu fiquei sabendo pelos outros alunos q ele é famosão, tem até talkshow na TV. E, por isso mesmo, ngm nunca sabe onde ele está. Até agora, só me inscrevi para o curso de japonês. Parece q a prova pro mestrado é em agosto, e, dependendo da área, não pode ser feita em inglês. Na melhor das hipóteses, as perguntas serão em japonês, e as respostas podem ser em inglês. Ou seja, há possibilidades de q o mestrado não seja possível. Mas não importa. O que eu quero é virar esta cidade de cabeça para baixo.
Ah, e eu me lembrei do quanto é difícil ser estabanado no Japão. Porque aqui tudo é tão pequeno e cheio de gente, q parece q eu sou três vezes mais desajeitado. Hoje, sem querer, eu passei a mão na bunda de uma véia na rua, e ela deu um pulo para frente e um grito bem japa, do tipo: "uôôôôôôô", q nem dos samurais. Toda hora eu trombo nas pessoas e eu já retomei o antigo hábito de pedir desculpa a cada 5 segundos.
Bom, já falei muito por hoje! Depois eu conto melhor sobre a Toudai e o resto das coisas. Não vou demorar a escrever, pois já estou com saudades de todos. Mandem email e deixem mtos comments!
Vamos lá...
A viagem foi enorme, minhas pernas não cabiam direito naquelas poltronas malditas. Mas a comida da JAL é boa demais, tinha até sushi. E, na conexão em NY, eu resolvi comprar um muffin apenas para marcar território. Cara, era o maior muffin do mundo! Com certeza foi o momento mais marcante daquelas 25 horas - o susto q eu tomei qdo vi aquele negócio supersize.
Chegando aqui, tava uma chuva do kct. O céu tava de uma cor q eu nunca tinha visto antes, um marrom cor de terra puxado pro acinzentado. Apocaliptico, sim. À noite, um frio horrível, e as sakuras florescendo pela cidade toda. Para comprovar que este é mesmo o Japão.
O alojamento é meio velho, e o saguão parece o de um albergue, todo cheio de bagunça. Parece que é bem diferente do q fica ao lado, q mais parece um hotel. A vantagem é que nosso aluguel é bem mais barato, e não há problemas em receber visitas (embora as regras digam o contrário). O quarto é legal, do tamanho q eu precisava. A minicozinha é mini mesmo, um fogão de uma só boca, sem lugar para cortar as coisas. O banheiro é a coisa mais compacta q eu já vi: a pia é móvel e, para tomar, banho, vc tem q girá-la para esconder a privada e conseguir usar o chuveiro. Otimização máxima de espaço. Cabe uma pessoa exatamente, e, se minha barriga fosse um pouco maior, não teria espaço para eu ficar lá dentro.
Aos poucos, eu já estou comprando utensílios e arrumando as coisas. Tudo bem baratinho, claro. O que não significa q eu estou gastando pouco - Tokyo está mexendo profundamente com meus brios consumistas. Nunca vi nada parecido, essa quantidade sem noção de restaurantes, lojas e tudo da melhor qualidade em todo lugar. É como se a cidade toda fosse uma imensa Oscar Freire, mas com a msm quantidade de lojas q a 25 de março. Para piorar, o alojamento fica entre dois dos bairros mais conhecidos para compras e baladas - Shibuya e Shimokitazawa - e eu passo todos os dias por eles para chegar ao campus (eu moro num campus q não é o meu, infelizmente, Aí enfrento 45 min de trem todos os dias).
Ontem, por ex, rolou um negócio mto doido. O pessoal do lodge (o aloja) fez uma reunião para ir jantar fora. Daí, de repente, juntou gente do mundo todo, de todos os continentes, numa mesa de um restaurante literalmente underground (era subterrâneo, msm) com comidas esquizofrênicas, q juntavam ingredientes mexicanos, indianos e mongolianos num msm prato. E, do meu lado, sentou o inglês mais bonito do mundo, q estuda naves espaciais e me deu a pior dica q alguém poderia ter me passado: "entre nos lugares mais estranhos e escondidos, especialmente restaurantes, para descobrir q Tokyo é um lugar único". Ah, meu dinheiro...
Brasileiros não faltam por aqui. Só no alojamento, somos em 6. Tem 3 no msm departamento q eu, dois deles chegando agora comigo. Eles têm sido a minha salvação, porque parece q tdos se esqueceram de q eu não falo japonês - na faculdade, todas as orientações foram em japonês, e não há uma palavra em inglês nas instruções. Meu professor orientador sumiu do mapa, e eu fiquei sabendo pelos outros alunos q ele é famosão, tem até talkshow na TV. E, por isso mesmo, ngm nunca sabe onde ele está. Até agora, só me inscrevi para o curso de japonês. Parece q a prova pro mestrado é em agosto, e, dependendo da área, não pode ser feita em inglês. Na melhor das hipóteses, as perguntas serão em japonês, e as respostas podem ser em inglês. Ou seja, há possibilidades de q o mestrado não seja possível. Mas não importa. O que eu quero é virar esta cidade de cabeça para baixo.
Ah, e eu me lembrei do quanto é difícil ser estabanado no Japão. Porque aqui tudo é tão pequeno e cheio de gente, q parece q eu sou três vezes mais desajeitado. Hoje, sem querer, eu passei a mão na bunda de uma véia na rua, e ela deu um pulo para frente e um grito bem japa, do tipo: "uôôôôôôô", q nem dos samurais. Toda hora eu trombo nas pessoas e eu já retomei o antigo hábito de pedir desculpa a cada 5 segundos.
Bom, já falei muito por hoje! Depois eu conto melhor sobre a Toudai e o resto das coisas. Não vou demorar a escrever, pois já estou com saudades de todos. Mandem email e deixem mtos comments!

10 Comments:
Fiquei feliz em saber que você está se adaptando rapidamente. Achei que seria mais difícil. Mas, como Tokyo é uma cidade cheia de estrangeiros, deve ser mais fácil conhecer pessoas, fazer contatos. Eles devem ser bem mais sociáveis do que os japoneses, imagino. Fiquei impressionada com a sua descrição do banheiro, e em saber que você já está se aproveitando até das velhinhas aí! Hehe. Achei um máximo esse restaurante de comida exótica no submundo com um monte de gente diferente. Dá para perceber que já está sendo uma experiência única. Escreva sempre que der. Assim, você fica mais perto. Bj.
Dé, véia pro Amaral pode ser uma "veeeeelha" de 35 anos, viu? rs rs
Amaral, vira essa cidade de cabeça pra baixo mesmo,que daqui a um ano e pouco, estarei por aí pra te visitar! Quero fazer tudo de mais legal!!!
beijão
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
O banheiro foi a melhor parte!
Nunca imaginei uma pia móvel!
Gostei do comentário da Luciene, pq eu imaginei a mesma coisa quando ele escreveu "velha".
Amaral!!!
Estava super ansioso para receber notícias sobre a sua nova vida nipônica! Deu pra perceber que tem sido muito louco!
A história do banheiro foi hilária... mas a melhor de todas foi a da velha com o grito de samurai! Ainda estou rindo ao imaginar a cena! Hahahaha...
Continue escrevendo, ok?
Abração
Não pode passar a mão na galera aí? e ficar encarando? O povo olha pro chão? Quando aparece um loiro ou um negro é muito estranho? Ah.. é pra comentar neh.. hm.. ah eu quero ver a foto que vc tirou do britânico mais lindo do mundo. Peça desculpas e licensas em português, certo? Divirta-se!
Amaral, adorei o seu blog! Como você escreve bem, puxa vida, fiquei viciada, agora vou esperar com ansiedade cada novo "post", de tão divertida que foi esta primeira leitura! Aliás, adorei saber que existem banheiros menores do que o meu! hahaha! Já viu hello-kitties???
Bjos!
A véia tinha uns 45 anos....Era véia, vai.
Tati, tem adesivo da Hello Kitty até na porta do metrô, avisando as crianças para não por a mão no vidro! E quem é o Krelid???
agrediu o krelid! ele até excluiu o post ahaha
mas quem é krelid?
ah, não foi ele o exluído... quem tu excluiu?
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