Facul
Olha o meu sensei aí. Coloca o vídeo no minuto 3'15. Ele é o cara de óculos e fala arrastada. Eu gosto muito do jeito de ele falar. A pessoa que aparece aí antes do vídeo começar, no snapshot, é ele tb.


Ontem eu fui ao restaurante com umas japas muito engraçadas. Pela mesma razão que leva pessoas a se graduar em sânscrito, essas meninas estudam português na Universidade de Sofia.
Para começar, era comida de Okinawa, com coisas estranhíssimas para experimentar. Orelha de porco fria com cebolinha, algas bizarras com bolinhas verdes em volta, um treco meio queijo meio manteiga num molho rosé adocicado. Tudo em porções pequenas e bem caras. Nem os japas da mesa conheciam os pratos (equivaleria a ir num restaurante com comidas do Norte, né). Foi legal, mas não faço questão de comer nada de novo.
Comer, aliás, foi o papo da noite. É impressionante o que uma temporada no Brasil pode fazer com as pessoas. As meninas moraram aí por um ou dois anos, todas no sul, e conheceram namorados, baladas e tudo mais. Revolução! Elas descobriram a palavra mágica que falta no dicionário nipônico: FICAR. Adoraram tanto o conceito que ajaponesaram a palavra: “ficar” virou “ficaru”, e as negas até conjugam o verbo (ficaritai, ficareru, ficaretta...). Agora, o mais engraçado é que não estão se referindo ao ficar na balada, one night love, nada disso. Para elas, a inovação está simplesmente em poder beijar antes de namorar, transar e tudo mais. Os dois meninos da mesa, que não moraram no Brasil, ficaram de boca aberta.
A coisa fez tanto efeito que o papo caiu no sexo, ainda que num grupo japa e, pior ainda, misturando menina e menino (coisa raríssima). Claro que os garotos ficaram quietos com cara de bunda (um deles até virou pra gente e disse que elas pareciam bitches). Discussões:
- Os vídeos pornôs brasileiros (muito pouco românticos, segundo elas)
- O preço das putas no Brasil (no JP, até as feias custam pelo menos 100 reais)
- Diferenças dos homens daqui pros daí.
Nesse último tópico, a Yuka, a mais taradinha da mesa, fez a pergunta mais bizarra. “Por que os homens brasileiros gostam de rasgar calcinha?”. Parece que o namorado dela brazuca não só rasgava como ainda jogava pro cachorro comer. Agressão! E ela tava injuriada, dizendo que as calcinhas são caras e bonitinhas, e as brasileiras deviam ter um superprejuízo com o desperdício. Cada uma...