30.5.07

Facul

Seminário no Japão é assim: todo mundo leva seu texto escrito no papel e lê como se fosse reza de igreja. Assim, olhando pra baixo, todo mundo, quem fala e quem escuta. A velocidade de leitura de alguns é impressionante. Em português, a gente não consegue isso. Eu não entendo uma palavra, é claro, e até agora não sei o que meus amiguinhos estudam.

Olha o meu sensei aí. Coloca o vídeo no minuto 3'15. Ele é o cara de óculos e fala arrastada. Eu gosto muito do jeito de ele falar. A pessoa que aparece aí antes do vídeo começar, no snapshot, é ele tb.

28.5.07

Foto: fui neste prédio hj. Legalzão.

Tokyo Big Sight

27.5.07

Balada

tequilla sunrise. tokyo has no sunrise. oh it's getting crowded but I still can dance. wow, a cute japanese guy who looks like my friday teacher. wanna kiss him. where's Aulia. ok he's there. 2 am i wanna go home i feel dead. look! a drag queen. huge pink hair she looks like marge simpson. is she's japanese. i can't tell. oh gogoboys. aulia is hypnotized so as the girls in front of the stage. damn i hate gogoboys. they're japanese. lemme look at the other size. old creepy blond dudes. i hate foreigners. they're dancing and looking. looking at the gogoboys. japanese guys taking their t-shirts because nobody will notice now. smart, smart. oh aulia is saying my name. the gogoboy is doing...malabarismo? i dont know the word in english. hey why am i thinking in english. oh it's because i've been using it the whole day. i dont like it talking in english it is like eating ice.

fuck they don't kiss they don't hug they don't touch. i'm bill murray in lost in translation: wanna get off this disco then this town then this country and never come back. house it's playing house. i want voices rhythm soul no eletronic shit. oh the cute guy's coming again. he's close. should i grab his hand. should i or not. should i or not. if he happens to be different. he won't kiss me. he's fag but before it he's japanese. oh he's coming the other side. come back. come back! people are screaming. why. maybe they wanna have sex. maybe they wanna kiss. fucking brazilian blood. it's tickling my veils. i can feel it. better leave this place now. better jump so that i forget i'm a man. better be a kid. better be a kiwi. better live in toronto. canadians say tronto. i know it, i know it. i should say it to someone. seems pretty cool, huh.

26.5.07

Comidinhas, comidões...

Ai, como eu penso em comida. Minha barriga virou uma convenção da ONU desde que eu vim pra cá, de tanta coisa de tanto país eu tô colocando na pobrecita.

A gente foi num bar depois do karaoke explicado lá embaixo, eu, Ahn (coreana simpática), Julian (o australiano FFLCH), Eliza e Ben (o neo-zelandês de sotaque engraçado). E aí pedimos várias comidinhas. A primeira delas, o australiano descreveu: "isso é realmente bizarro...Tenta, porque é a coisa mais estranha que vocês vão comer no Japão". Sabe o que era, meu povo? Bolinha de queijo! Isso mesmo, a prima da coxinha que a gente - eu, principalmente - devora nos aniversários e festinhas pobres. O segundo prato era uma lula grelhada, que vinha inteirinha pra mesa. O povo começou a comer todo feliz e esfomeado e aí...Tava meio cru o baguio! Todo começou a cuspir a lula na mesa e ficou uma porqueira só. Uahuahuahuhuaa...me lembrou o dia em que o Thiago, meu xará, vomitou ostra na mesa do rodízio de sushi.

Hoje, depois do Sri Lanka, eu fui conhecer o Aulia, um indonésio boiola que parece ser bem legal. Ele me apresentou para uma bebidinha estranha que eu achei o máximo. Na Muji - loja das coisas sem marca - vende um líquido branco com gelatina dentro. Vc toma o treco e aí a gelatina (feita de konyaku, um troço de batata) vem na sua boca, em pedacinhos engraçados. Ai, virei fã!

Mais tarde vou com o Aulia na The Ring, uma festa colorful que acontece uma vez por mês. Primeira baladinha em muito tempo. E é de virar a noite, olha só. Tem drag, gogoboy, enfim, todo o zoológico...Depois conto como foi.

Agressão

Cantar. Quando eu tento cantar, o tom sai todo errado, as notas falham, a harmonia não aparece nem pra dar um "oi". E eis que esta é a terra do karaoke, onde todo mundo adora e beber toda sexta e sábado à noite para espantar os males - que não são poucos, especialmente para os pobres coitados que literalmente morrem de trabalhar (digo isso porque, só no ano passado, uns 10 japas realmente bateram as botas por excesso de dedicação ao mal da nossa existência).

Ok, na sexta-feira não tivemos aula porque hoje era o 80 (octa..gésimo? é isso? Número oitenta) niver da Toudai, daí a galera precisava montar tudo. Ou seja, preparar o circo pro povo dançar Hip Hop, pular corda, gritar coisas e outros tipos de manifestações artísticas dos jovens universitários. Daí eu sugeri à gente toda ir num karaoke. Fomos. Um prédio inteiro de 7 andares dedicados às saletas com ar condicionado e telão de sei lá quantas polegadas pros japas soltarem a voz. Bebida à vontade, freetime, por menos de 20 reais. A quantidade de músicas, quem já veio sabe, é de assustar. O catálogo é do tamanho de uma lista telefônica e dá pra achar de tudo, de canções filipinas à Água de Beber, aquela música da...Ai, esqueci! Hahahhah...

Cantei um monte, subimos no sofá, fizemos coreografia e tudo mais. Enchi a pança com suco de laranja, chá com leite e - argh! - coca-cola. Volto pra casa feliz da vida e vem a agressão:

Na sexta que vem, eu tenho uma entrevista para tentar um trabalho de três dias num acampamento de verão, para ensinar inglês às crianças japas. Daí chegou uma cartinha dizendo que, para a entrevista, eu tenho que...Cantar e dançar uma música do meu país boa de levar para acampamento. Saca??? Veio na minha cabeça:

Se a canoa não virar, olê, olê, olááááá....Eeeeeeeeeeeeu chego lááááá!!!
Ai, ai, ai, ai, aiaiaiaiii...Tá chegando a horaaaa..O dia já vem...Raiando meu beeem...Eu tenho que ir emboooora.
Alaialaiaia, Alaialaiaia, só dá XXXX. ÊÊÊÊ...Bota pra fudêêêê

E aí, qual será que eu escolho? Pior: que coreográfia eu faço?? Estou pensando em juntar a primeira e a última e trocar o palavrão por algo que rime. Ou será que é melhor uma outra? Ai,
meu deus...

Por último, hoje eu fui no festival do Sri Lanka e comprei um CD com trilha de filmes de Bollywood. O Julian, um australiano FFLCH que estuda comigo, me disse que um tal de Javed Ashtar faz letras legais. LETRAS? Mas é em hindu! Ok, comprei o CD com trilha do homem e tô ouvindo agora. Parece música que se dança batendo palminha e levantando a perna. Porque os filmes de Bollywood - seja o gênero que for, mesmo os Pamela Anderson style - tem musiquinhas e atores cantando. Sugoi, neeee....("sugoi" vc diz pra qq coisa q te espanta, e cmo os japoneses se espantam com tudo, vc pode dizer isso em qq situação)

24.5.07

Foto: eu e Emanuel, o nigeriano que vive aqui. Eu quero um roupa igual a dele...

21.5.07

Tá tudo lá...

Frango assado em tv de cachorro, feijão com farinha, coxinha, empada, purê de batata com frango cozido no molho vermelhinho...Hmmmm. Eu comi todas essas coisas no fim de semana passado, num festival aqui em Tokyo. E, surpresa, não era nada relacionado ao Brasil. O festival era da África, e aí cada país tinha uma barraca vendendo comidas típicas. Daí eu encontrei todas essas coisas. Ok, desde pequeno eu me alimento de comida africana sem saber.

No mesmo dia, eu fui a um bar brasileiro. Comi pão de queijo e coxinha deliciosos, pelo mesmo preço que cobram os lugares na Vila Madalena. No telão, tocava pagode...E, ah, começou o efeito dekassegui em mim. Eu adorei a música! É assim, você vem para o Japão e começa a achar que pagode e axé são dádivas da natureza. Porque tem espontaneidade, improvisação, sensualidade. Algo que os japoneses são totalmente incapazes de compreender, mesmo os mais esforçados. No festival da África, e num outro jamaicano onde eu dei uma passadinha, o contraste entre os negros e os locais era gritante, quase bizarro. Os afro-fulanos davam em cima das nipo-sicranas, e eu vi algo que é, sim, uma arte: os caras têm a pegada, sabem chegar, e as japas ficavam louquinhas. Sim, porque mulher jovem aqui de Tokyo é chegada num estrangeiro que só. Diz o meu amigo que é por causa de certos dotes. Pode até ser, mas é fato que os nipo-robozinhos perdem feio na hora de chegar junto nas rachas.

Mas as coisas tão mudando. Saindo do festival ontem, minha amiga ligou e disse que tava numa balada. Era 6 da tarde, anoitecia, e ela: "vem, a balada é na calçada! Tem até DJ". Eu corri pra lá e era isso mesmo, na frente do Yoyogi Koen, o Ibirapuera de Tokyo (mas 10 vezes mais legal), um povo dançava e bebia todas numa balada na calçada.

Ai, assim não sobra tempo pra estudar. Tem cada vez mais gente na listinha do meu celular, e esse povo surge do nada no meio da rua, mais ou menos como era lá na Paulista. By the way, eu tô qse desistindo de prestar a prova do mestrado...Não quero escrever minha dissertação em japonês, não quero, não quero. Fazer a prova e ler livros, tudo bem. Mas quero que pare por aí. No sábado, eu saí correndo de um guidance de 5 horas sobre o mestrado no meu departamento. Não dá. Eles explicam tudo nos mínimos detalhes e te tratam como criança. E eu não entendo nada. Estou pensando muito e continuarei pensando. Vamos ver no que dá.

18.5.07

Os 10 +, Os 10 -

Fazer top ten é divertido às vezes. Tava pensando nestes dias as dez coisas que eu mais gosto e as que mais odeio em Tokyo...Não tá em ordem de preferência, ok?

As que eu mais gosto
1. Aqui tudo funciona.
2. A qualquer momento, a qualquer hora, você pode cruzar com uma pessoa vestida bizarramente, cmo se estivesse num filme.
3. Lojas de convieniência existem em todas as esquinas, e vc pode comprar qualquer coisa do mundo nelas.
4. Tem banheiro nas estações de trem e metrô. A maior parte é limpa.
5. Tem tanto festival aqui que dá até para enfiar no rabo. Neste fds, tem da África, da Jamaica e mais um com yakuzas e gueixas.
6. Dá para encontrar produtos do mundo inteiro em qualquer canto.
7. Não falta homem bonito aqui. É cada japa...
8. Eu adoro andar ouvindo IPOD...E aqui eu posso carregar na mão, sem medo.
9. Lojas de 100 yen. É como as de 1,99, só que você encontra tudo que existe no mundo (e até o que não existe) por preços irrisórios. Minha casa toda foi acessorizada lá.
10. Tem muitos estabelecimentos para quem quer comer sozinho. E as pessoas adoram comer sozinhas. Vc senta num banco virado pro nada, e não há constrangimento de ficar numa mesa vazia.

As que eu mais odeio
1. Tem gente demais aqui. BEM mais que São Paulo.
2. Tudo funciona, mas pra tudo funcionar, tem que aguentar a chatice sistemática dos japas.
3. Do nada, vc tá andando na rua e surge um cheiro insuportável vindo de sei lá onde.
4. Os trens e restaurantes parecem velórios, às vezes. Ninguém fala, ninguém respira. Todo mundo só olha o celular.
5. Arte custa caro. Museu, teatro, cinema...Por menos de 50 reais, você não faz porra nenhuma.
6. As ruas não têm nome, as casas não têm número. É impossível achar um endereço sem mapa. Japas adoram mapas, por sinal.
7. Aqui tem inúmeros festivais, mas tudo do jeito japa. É boring, mas melhor que carnaval e jogo de futebol, né.
8. Os japas têm grana demais. Me dá até tristeza de ver o quanto eles gastam (e eu só olho).
9. Não existe eye contact aqui. Ninguém se olha, ninguém se percebe. Você vive no seu mundo, sempre e ignora a existência de vizinhos. Na semana passada, uma mulher foi estuprada num trem e ninguém fez nada.
10. Guidance. Os japas têm fetiche por isso. Tudo, TUDO, tem que ser explicado nos mínimos detalhes. As reuniões para orientação são muitas e duram muito tempo. As embalagens dos alimentos, os sites na internet. Tudo tem informação demais, e as coisas mais estúpidas precisam ser explicadas. No sábado, eles vão orientar a gente sobre a prova de mestrado. Vai durar 5 horas a explicação. Ai, que me dá um ódio...

11.5.07

Brasil, venha a mim!

Sabe como é: basta falar em jeitinho, levar vantagem e falcatrua que as notícias correm mais que shinkansen (o trem-bala, lembra?).

Tudo começou com um menino da Etiópia descobrindo que há um meio de conseguir cartão do metrô com 50% de desconto. Para tanto, seria necessário o ID da facul e mais um papel carimbado emitido pela universidade. O problema é: como todos os que chegaram agora são pesquisadores, ninguém tem a porra do papel, só o ID. Bom, eu não conheço o fulano etíope, mas reza a lenda que ele foi de estação em estação tentando adquirir o desconto sem ter o papel. Até que em uma delas - Kasumigaseki, aquela que foi atacada pela seita do gordão japa - o nego conseguiu. O truque: fingir não entender nada de japonês e fazer cara de estrangeiro babaca (gaijin baka, cmo dizem por aqui).

Não deu uma semana e todas as nacionalidades baixaram lá. Australianos, tailandeses, coreanos...E, claro, brasileiros. Mas eis que, na minha ilustre vez, um véio mal-humorado surge para atender e nega o "benefício". Ah, eu fiquei tão puto que quase esqueci de fingir que não entendia nada do que ele falava!

Então, eu decidi refazer a via sacra da pobreza. Retracei o caminho feito pelo etíope e decidi visitar as mesmas estações. Antes, porém, resolvi ir de novo em Kasumigaseki, mas num horário em que o véio não estivesse lá. Acordei hoje cedinho, 7h30, e corri pra lá. No caminho para o ponto-de-venda, evoquei todo o espírito da safadeza brasileira desde os seus primórdios - de Dom Pedro I a Maluf e Silvio Santos. E não é que o espírito desses caras-de-pau me ajudaram? Olhei fundo para os olhos da atendente, fiz pose de humilde e disse: NIHONGO WO WAKARANAI. Devagarinho, forçando sotaque de sei lá o quê, só para deixar bem claro: "não entendo japonês, nem um pouquinho, nada mesmo". Ela tentou falar do papel e viu que não tinha jeito. Teve de me vender o cartão, que dura por três meses e vai me fazer economizar nada menos que 200 reais. Saí de lá tão feliz que decidi fazer comida brasileira hoje em prol da desonestidade. Feijão com louro (cozido heroicamente na frigideira), bisteca temperada com limão e (sempre!) farinha. Bão demais.

7.5.07

A melhor profissão do mundo



Nessa semana que passou, eu cheguei a uma conclusão ótima. Estou pronto para me aposentar! Sim, fiquei uma semana inteira sem nenhum compromisso sério, viagem, nada. E não me lembro de ter ficado entediado um único minuto! Parece que me tornei um mestre na arte de não fazer nada.

Não li livros, não vi filmes. Não fui a peças nem a exposições. O que eu fiz? Não sei! Mas o tempo passou rapidão e eu queria mais uma semana de descanso. Descanso de quê? Ah, de ter 1h40 de aula de japonês todo dia...Hahahahaha. É uma dádiva isso, vou dizer. Um outro menino brasileiro aqui do lodge quase ficou louco com a semana ociosa, tadinho. Quando ficar véio, vai se matar. Eu, não. Vou ver minha vida passar num segundo. É só me dar um computador, um fogão e uma cidade grande a minha volta. Sim, porque daí eu posso gastar horas no supermercado, mais outras na livraria e dar um pulo aqui e ali.

Ah, e muito do que aconteceu se deve ao fato de eu ter ficado completamente zerado de grana desde sexta. Isso porque os caixas eletrônicos do correio, que é onde eu posso tirar dinheiro, fecharam. E eu não tinha reserva de grana. Me ferrei...Mas emprestei uma graninha e consegui ir para a China Town de Yokohama ontem. Comi comida chinesa e andei numa roda gigante que justifica o nome. É a da foto lá em cima.

De qualquer jeito, a semana seguinte vai ser bem diferente. Vai ter festival da Tailândia, uma festa da Square-Enix, responsável pelos jogos mais legais do mundo, e um matsuri em Kanda que é um dos maiores de Tokyo. Tem também um superfesta que mistura fotografia, arte e música, e eu queria muito ir lá, só que custa mais de 100 reais. Uma pena, porque parece tão legal. Aliás, ópera e teatro grande aqui não saem por menos de 100. Estou pesquisando pra ver se rolam umas peças menores, de escolas ou algo assim. Pelo jeito, tem. Tomara!

2.5.07

Cuidado, Japão

Ontem eu fui ao restaurante com umas japas muito engraçadas. Pela mesma razão que leva pessoas a se graduar em sânscrito, essas meninas estudam português na Universidade de Sofia.

Para começar, era comida de Okinawa, com coisas estranhíssimas para experimentar. Orelha de porco fria com cebolinha, algas bizarras com bolinhas verdes em volta, um treco meio queijo meio manteiga num molho rosé adocicado. Tudo em porções pequenas e bem caras. Nem os japas da mesa conheciam os pratos (equivaleria a ir num restaurante com comidas do Norte, né). Foi legal, mas não faço questão de comer nada de novo.

Comer, aliás, foi o papo da noite. É impressionante o que uma temporada no Brasil pode fazer com as pessoas. As meninas moraram aí por um ou dois anos, todas no sul, e conheceram namorados, baladas e tudo mais. Revolução! Elas descobriram a palavra mágica que falta no dicionário nipônico: FICAR. Adoraram tanto o conceito que ajaponesaram a palavra: “ficar” virou “ficaru”, e as negas até conjugam o verbo (ficaritai, ficareru, ficaretta...). Agora, o mais engraçado é que não estão se referindo ao ficar na balada, one night love, nada disso. Para elas, a inovação está simplesmente em poder beijar antes de namorar, transar e tudo mais. Os dois meninos da mesa, que não moraram no Brasil, ficaram de boca aberta.

A coisa fez tanto efeito que o papo caiu no sexo, ainda que num grupo japa e, pior ainda, misturando menina e menino (coisa raríssima). Claro que os garotos ficaram quietos com cara de bunda (um deles até virou pra gente e disse que elas pareciam bitches). Discussões:

- Os vídeos pornôs brasileiros (muito pouco românticos, segundo elas)

- O preço das putas no Brasil (no JP, até as feias custam pelo menos 100 reais)

- Diferenças dos homens daqui pros daí.

Nesse último tópico, a Yuka, a mais taradinha da mesa, fez a pergunta mais bizarra. “Por que os homens brasileiros gostam de rasgar calcinha?”. Parece que o namorado dela brazuca não só rasgava como ainda jogava pro cachorro comer. Agressão! E ela tava injuriada, dizendo que as calcinhas são caras e bonitinhas, e as brasileiras deviam ter um superprejuízo com o desperdício. Cada uma...

1.5.07

E-mail

Para quem quiser falar comigo com urgência (ou não), meu e-mail do celular é thiagominami@softbank.ne.jp