21.5.07

Tá tudo lá...

Frango assado em tv de cachorro, feijão com farinha, coxinha, empada, purê de batata com frango cozido no molho vermelhinho...Hmmmm. Eu comi todas essas coisas no fim de semana passado, num festival aqui em Tokyo. E, surpresa, não era nada relacionado ao Brasil. O festival era da África, e aí cada país tinha uma barraca vendendo comidas típicas. Daí eu encontrei todas essas coisas. Ok, desde pequeno eu me alimento de comida africana sem saber.

No mesmo dia, eu fui a um bar brasileiro. Comi pão de queijo e coxinha deliciosos, pelo mesmo preço que cobram os lugares na Vila Madalena. No telão, tocava pagode...E, ah, começou o efeito dekassegui em mim. Eu adorei a música! É assim, você vem para o Japão e começa a achar que pagode e axé são dádivas da natureza. Porque tem espontaneidade, improvisação, sensualidade. Algo que os japoneses são totalmente incapazes de compreender, mesmo os mais esforçados. No festival da África, e num outro jamaicano onde eu dei uma passadinha, o contraste entre os negros e os locais era gritante, quase bizarro. Os afro-fulanos davam em cima das nipo-sicranas, e eu vi algo que é, sim, uma arte: os caras têm a pegada, sabem chegar, e as japas ficavam louquinhas. Sim, porque mulher jovem aqui de Tokyo é chegada num estrangeiro que só. Diz o meu amigo que é por causa de certos dotes. Pode até ser, mas é fato que os nipo-robozinhos perdem feio na hora de chegar junto nas rachas.

Mas as coisas tão mudando. Saindo do festival ontem, minha amiga ligou e disse que tava numa balada. Era 6 da tarde, anoitecia, e ela: "vem, a balada é na calçada! Tem até DJ". Eu corri pra lá e era isso mesmo, na frente do Yoyogi Koen, o Ibirapuera de Tokyo (mas 10 vezes mais legal), um povo dançava e bebia todas numa balada na calçada.

Ai, assim não sobra tempo pra estudar. Tem cada vez mais gente na listinha do meu celular, e esse povo surge do nada no meio da rua, mais ou menos como era lá na Paulista. By the way, eu tô qse desistindo de prestar a prova do mestrado...Não quero escrever minha dissertação em japonês, não quero, não quero. Fazer a prova e ler livros, tudo bem. Mas quero que pare por aí. No sábado, eu saí correndo de um guidance de 5 horas sobre o mestrado no meu departamento. Não dá. Eles explicam tudo nos mínimos detalhes e te tratam como criança. E eu não entendo nada. Estou pensando muito e continuarei pensando. Vamos ver no que dá.