Agression bar
Meu emprego mais rápido até hoje: um dia de duração. Ou melhor, uma noite. Que foi maior que aquela do filme do Antonioni (e bem mais chata também, se é q isso é possível).
Chego eu às 11 da noite ao local, um bar/balada no terceiro andar de um predinho em Roppongi, provavelmente o lugar menos japonês do Japão. Lá tem negões na rua - muitos! - tentando te levar pros clubes de sexo. "Massagistas" chinesas oferecendo trabalho. Muitos branquelos com cara de endinheirados e olhos de demônio.
No bar, dois conhecidos já trabalhavam. Na pista e no balcão, todo mundo veste camisetas estilo havaiano, com colar de flores falsas no pescoço. Idéia infeliz de alguém. Era dia do 5 aniversário, sexta à noite, mais três amigos sentados bebendo no balcão. 2 donos - uma japa com cara de mama e um com jeito de drogado. 3 gerentes - dois iranianos e um macedônio. Quem me contratou foi um iraniano barrigudo q é a cara do Sadam Hussein. Em 5 min, todas as instruções me são passadas e eu já tô na pista atendendo.
A clientela é provavelmente a versão moderna do inferno de Dante. Gaijins gordos, branquelos, usando óculos, chapéus e roupas ridículas, como se estivessem numa praia em Miami. Meninas japas com jeito de envergonhadas e sedentas por dinheiro. Quarentões japas que parecem não ter tido coragem de ir para a sauna de putaria, então foram pro bar.
Eu não sei o que fazer - os clientes pedem as bebidas e eu não consigo entender nada, pq a música é alta e a maioria é japa com inglês estranho. Quando aparece um cliente novo, todos os garçons pulam em cima. Eu olho humilde e carrego os cinzeiros. Oba, uma cliente chegou! Vamos ver o pedido dela...Epa, q isso? Ela tá tentando me lamber! Socorrooooo....
Daí o bar tem uma área VIP, com um garçon tipo galã de filme de terceira. Ele fica lá sorrindo o tempo todo e jogando um jogo bizarro com os clientes chiques. Uma cliente beija o garçon. Horas depois, aparece um cliente gay japa, lá pelos 35 anos. O homem levanta a camisetinha na altura da barriga e começa a causar. Beija o gente iraniano nos lábios, aperta o pau dele. Faz sinal pra mostrar q é gde. E eu esqueço de atender pra ficar olhando.
O iraniano Sadam Husseim me chama e dá bronca. "What are you doing, man? What are you doing?". Q isso, seriado americano? Aquele sotaque, aquela cara. Eu fiquei puto, e mais puto ainda com a segunda bronca. Os outros garçons ficam me dando dicas cmo acontecia na fábrica. Um deles é um brasileiro q abre a boca demais pra falar e parece gay. É feio, mas dá pra dar uns catos. Não, não...Pensando bem...
No final do dia, 11 horas de trabalho, eu tenho q lavar o banheiro e levar o lixo pra fora. É estranho, vc sai às 11h da manhã de um lugar fechado com luzes de balada e música alta e dá de cara com o solzão. Lembrei de uma aula na História, em que o professor falava sobre a construção da noite. Mas minha cabeça tava cansada, tanto q eu paro no Mc pra comprar um Big Mac na promoção - 200 ienes. Começo a refletir q tlvz Big Mac não seja tão ruim assim. Não se custar 200 ienes, o preço de uma lata e meia de Coca. Ops, comparação infeliz.
Chego eu às 11 da noite ao local, um bar/balada no terceiro andar de um predinho em Roppongi, provavelmente o lugar menos japonês do Japão. Lá tem negões na rua - muitos! - tentando te levar pros clubes de sexo. "Massagistas" chinesas oferecendo trabalho. Muitos branquelos com cara de endinheirados e olhos de demônio.
No bar, dois conhecidos já trabalhavam. Na pista e no balcão, todo mundo veste camisetas estilo havaiano, com colar de flores falsas no pescoço. Idéia infeliz de alguém. Era dia do 5 aniversário, sexta à noite, mais três amigos sentados bebendo no balcão. 2 donos - uma japa com cara de mama e um com jeito de drogado. 3 gerentes - dois iranianos e um macedônio. Quem me contratou foi um iraniano barrigudo q é a cara do Sadam Hussein. Em 5 min, todas as instruções me são passadas e eu já tô na pista atendendo.
A clientela é provavelmente a versão moderna do inferno de Dante. Gaijins gordos, branquelos, usando óculos, chapéus e roupas ridículas, como se estivessem numa praia em Miami. Meninas japas com jeito de envergonhadas e sedentas por dinheiro. Quarentões japas que parecem não ter tido coragem de ir para a sauna de putaria, então foram pro bar.
Eu não sei o que fazer - os clientes pedem as bebidas e eu não consigo entender nada, pq a música é alta e a maioria é japa com inglês estranho. Quando aparece um cliente novo, todos os garçons pulam em cima. Eu olho humilde e carrego os cinzeiros. Oba, uma cliente chegou! Vamos ver o pedido dela...Epa, q isso? Ela tá tentando me lamber! Socorrooooo....
Daí o bar tem uma área VIP, com um garçon tipo galã de filme de terceira. Ele fica lá sorrindo o tempo todo e jogando um jogo bizarro com os clientes chiques. Uma cliente beija o garçon. Horas depois, aparece um cliente gay japa, lá pelos 35 anos. O homem levanta a camisetinha na altura da barriga e começa a causar. Beija o gente iraniano nos lábios, aperta o pau dele. Faz sinal pra mostrar q é gde. E eu esqueço de atender pra ficar olhando.
O iraniano Sadam Husseim me chama e dá bronca. "What are you doing, man? What are you doing?". Q isso, seriado americano? Aquele sotaque, aquela cara. Eu fiquei puto, e mais puto ainda com a segunda bronca. Os outros garçons ficam me dando dicas cmo acontecia na fábrica. Um deles é um brasileiro q abre a boca demais pra falar e parece gay. É feio, mas dá pra dar uns catos. Não, não...Pensando bem...
No final do dia, 11 horas de trabalho, eu tenho q lavar o banheiro e levar o lixo pra fora. É estranho, vc sai às 11h da manhã de um lugar fechado com luzes de balada e música alta e dá de cara com o solzão. Lembrei de uma aula na História, em que o professor falava sobre a construção da noite. Mas minha cabeça tava cansada, tanto q eu paro no Mc pra comprar um Big Mac na promoção - 200 ienes. Começo a refletir q tlvz Big Mac não seja tão ruim assim. Não se custar 200 ienes, o preço de uma lata e meia de Coca. Ops, comparação infeliz.

2 Comments:
fiquei com vontade de conhecer esse lugar.
mas trabalhar, deus me livre.
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